sexta-feira, 27 de agosto de 2010
ATRITO
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Macário - Álvares de Azevedo
Vago como uma aspiração espontânea, incerto como um sonho; como isso o dou, tenham-no por isso.
Quanto ao nome, chamem-no drama, comédia, dialogismo; não importa. Não o fiz para o teatro. É um filho pálido dessas fantasias que se apoderam do crânio e inspiram (...)”
Este trecho é como o próprio Álvares descreve sua obra “Macário”, uma simples inspiração; uma obra que veio espontânea e incerta como um sonho.
• O drama Macário é divido em duas partes.
Na primeira, Macário, que estava viajando, para numa estalagem no meio do caminho onde ele conhece o Diabo em pessoa. Eles falam sobre vinhos e cigarros, mulheres e orgias, Deus, amor, a vida e a morte.
No caminho para a cidade eles param na casa de Satã (próxima a um cemitério); bebem mais um pouco, conversam mais um pouco e o diabo faz Macário dormir e ter um sonho. Um sonho assombroso, em um lugar escuro, sombrio, satânico ... gótico!
Macário acorda desesperado, manda Satã embora e acorda novamente na pensão do inicio da história, como se acordasse de um sonho. Porém a mulher da estalagem vê pegadas queimadas no chão que sugerem que o diabo realmente esteve com Macário naquela noite.
A segunda parte se passa na Itália. Macário encontra-se com um amigo, Penseroso, que é bem diferente do Diabo. Amava e cria plenamente em Deus; os diálogos com o amigo eram quase sempre sobre o amor e como ele era lindo e puro, Penseroso comparava as mulheres a anjos e não as tratava com vagabundas assim como falava Macário a Satã. Falavam também sobre crenças e poesia. Penseroso não gostava da atração de Macário pela morte e dizia coisas para tentar faze-lo crer mais, ter mais esperança, enxergar que a vida é bela. Esta é parte mais cansativa e artificial da história.
Quase no final, o ‘puro’ Penseroso morre e Macário volta a se ligar a Satã, que então leva o rapaz para uma orgia. Não para participar, mas para observá-la. O final da obra parece ser o início de Noite na taverna.
“Macário: Onde me levas?
Satã: A uma orgia. Vais ler uma página da vida; cheia de sangue e vinho - que importa? (...) Paremos aqui. Espia nessa janela.
Macário: Eu vejo-os. É uma sala fumacenta. À roda da mesa estão sentados cinco homens ébrios. Os mais revolvem-se no chão. Dormem ali mulheres desgrenhadas... umas lívidas, outras vermelhas... Que noite!”
...
Macário: Cala-te. Ouçamos.
• Uma curiosidade sobre o livro é que o nome Macário pode ter saído da palavra macabro. Concordemos que se encontrar com o diabo, beber vinho e coversar normalmente com ele sobre sexo, a vida e a morte é uma coisa bem macabra.
Pois eles dobram por ti
Olá caros bloguistas, irei falar de algo que esta presente em cada um de nós e que desperta interesse – ou ao menos levanta opiniões – de todos. Vou falar do nosso amigo: O Gótico.
A cultura gótica é algo quase que constante na sociedade atual. Vivemos em um mundo onde as pessoas aprenderam a desenvolver auto-censura e a controlar algumas de suas várias facetas (personalidades) para poder expor aos demais somente aquilo que é agradável e convidativo. Muitas pessoas têm consciência disso e conseguem expressar essas diferentes faces de sua personalidade de diferentes modos – principalmente através da boa e velha arte -sem que isso interfira em sua “imagem”. Quanto as pessoas que não gozam de tal conhecimento, acabam julgando mal algumas culturas. Bom, mas não estou aqui para dar lições de moral, como ia dizendo, todos os dias pessoas descarregam uma quantidade incrível de material artístico, sem o tornar público, que expressam os desejos ocultos de suas almas. De pessoas certinhas e quadradas, por exemplo, podemos espremer algo erótico, sujo e vulgar. É fato.
Dado tal informação podemos considerar que dentre essas faces – nossas faces – existe uma que é egoísta, do mal, negra, triste e pessimista... e que causa muita polêmica. Esse é o nosso lado gótico -ultra-romântico- literário. Muitos diretores de cinema, estilistas e ícones da cultura Pop, vêm utilizando desse seu lado para fazer sucesso, e com êxito. As pessoas acabam aceitando esse descarrego de personalidade “do mal” –digamos assim- pois lhes é conveniente. Através de filmes, roupas ou musicas que demonstram tal ousadia gótica, a massa consegue saciar os desejos dessa face “malvada”.
Um exemplo é o diretor de cinema –o maior de todos os tempos, para min- Tim Burton, que produziu filmes de sucesso como: “Alice no país das maravilhas”, “A noiva cadáver”, “Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco”, “Batman, o cavaleiro das trevas”, e etc – ele é um gênio -. Tim nada mais fez do que expressar esse seu lado gótico e escuro de maneira a influenciar pessoas de todas as idades com seus filmes que vão dês de historias macabras para criancinhas a séries de homicídios em massa para adultos. E sua inspiração foi tirada de nada mais nada menos do que um autor muito influente da literatura gótica, Edgar Allan Poe...
Outro exemplo da cultura Pop, podemos citar Lady Gaga. A cantora revolucionou a arte de se reinventar, com seus modelitos excêntricos. Sua musica e seus “singles” mais famosos falam de relacionamentos ruins e violentos que mesclam sensualidade e burlesco. Seu ultimo vídeo clip – “Alejandro”- tem tanta manifestação de gótico que ate dói os olhos.
E na literatura brasileira não foi diferente. O poeta Alvarez de Azevedo foi uma dessas pacatas pessoas, influenciado pelo menestrel inglês Lord Byron e pelo escritor francês Alfred Musset.
Nosso querido Álvares era um nerdizinho bem sucedido em seus estudos e mau sucedido na vida pessoal –entendo ele-, com uma imagem boa e com suas faces. Acontece que alem de satisfazer sua mente com os poemas dos já citados 2 poetas estrangeiros, ele também queria se satisfazer escrevendo e foi o que fez. Suas obras apresentam os traços satânicos e pecaminosos de Byron, sem mesmo que o poeta tenha experimentado de tais experiências do inglês, mas também tinham a “vergonha” e o medo de relações que Musset apresentava em alguns poemas– característica que mais o marcou-
Veja um poema de Musset com as características acuadas que tanto marcou Álvares:
“A cortina do meu vizinho
Sobe lentamente.
Será, imagino,
Dê uma olhada.
Metade abre a janela:
Eu sinto meu coração palpitar.
Ela quer saber se pode ser
Se eu estou assistindo
Mas, infelizmente! Este é um sonho
Minha vizinha ama um burro,
E isso levanta o vento
O canto da cortina.”
O poema da a impressão de que o autor estava bisbilhotando sua vizinha, que aparentemente, o atraia olhares. Mas no final, quando ela vai ver o seu admirador, ele desperta de um sonho... se nem em sonho ele teve coragem de ver sua amada do lado por uma janela, acordado ele nem saia de casa para poder dar bom dia a moça.
Então, concluindo, não reprima o mal que há dentro de você... não estou dizendo para você usar drogas, fazer alguma tatuagem satânica ou iniciar uma fase rebelde, só estou dizendo para converter esse seu lado em algo produtivo como nossos tão falados famosos. E lembre-se, você esta sobre influencia constante de coisas que pode até não perceber, mas suas faces sim...
Israel Eller.
sábado, 21 de agosto de 2010
As Noites e as Tavernas de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (por: Mariem Faria)

“Bebamos! nem um canto de saudade!
Morrem na embriaguez da vida as dores!
Que importam sonhos, ilusões desfeitas?
Fenecem como as flores!”
José Bonifácio
Penso que toda análise de uma obra, apesar dos estudos mais profundos que se possa realizar, não é por si, completa. Nunca saberia ao certo o que Álvares refletia ao fazer seu livro "Noite na Taverna", muito menos o que ele queria que eu pensasse ao ler, só sei que cada leitor tem seu próprio modo de concluir o que quer que seja e de refletir sobre isso!
Particularmente, acho que é uma obra muito sombria e fascinante, gosto de coisas assim, obscuras, misteriosas e ao mesmo tempo surpreendentes, ainda mais depois que tentamos ligar o autor à obra!
Noite na taverna, é como um jogo que liga todas as histórias da obra em um só foco, que demonstra um conflito entre o que é ideal e desejável versus o que é real e condenável. O homem é arrastado para a perversão, pois o amor pela mulher ideal __que nunca se realiza plenamente__ acaba se transformando em sofrimento, homicídio, suicídio e levando-os a vícios.
O que me chamou muito a atenção é que apesar de todos os contos serem macabros, anormais e até mesmo inumanos o autor, com todo seu exagero criativo, nos envolve na magia do livro, e equilibra esse apelo ficcional com a atração que as histórias nos causam, de um modo que os fatos relatados quase parecem reais, a despeito das orgias, dos deboches e das paixões, um tanto hipnóticas, que são contadas pelos boêmios.
O centro desse poder criador estava centrado no obscuro, como se percebe através do trecho abaixo:
“A imaginação estava mais comumente voltada para as idéias fantásticas e terríveis, comprazia-se com as coisas fúnebres e sinistras.”
Homero Pires (biógrafo do poeta)
Álvares escreveu Noite na Taverna justamente na época em que estava cursando Direito,
Apesar de que Álvares sofreu influências de autores importantes como Byron, Musset, Edgar Allan Poe e outros, creio que se ele tivesse vivido mais, teria realizado obras ainda mais independentes, com uma marca própria, só que como ele mesmo disse, ao enfrentar uma situação pessoal difícil: ”Cada ano uma vítima se perde nas ondas, e a sorte escolhe sorrindo os melhores dentre nós”.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Tchau Inglaterra e Olá Brasil - momento histórico e características
O ultrarromantismo foi no Brasil, assim como na Inglaterra, a segunda fase do romantismo e foi MUITO influenciada pelos artistas malditos ou satanicos europeus, principalmente por nosso querido Lord George Gordon Byron.
No Brasil há um episódio que deve ser levado em consideração para o surgimento do Romantismo que foi a chegada da corte portuguesa, fugida de Napoleão Bonaparte, na cidade Rio de Janeiro em 1808. Com isso, a cidade passou por um processo de urbanização já que, junto com a corte, vieram as universidades (que até então não existiam no país), bibliotecas, a imprensa e, mesmo que poucas pessoas fossem alfabetizadas ou pudessem ter acesso à esses novos recursos, a literatura ficou, de certa forma, mais acessível, portanto, o pubilco leitor aumentou.
Após a independencia em 1822, um grande sentimento de nacionalismo tomou conta dos brasileiros e houve uma busca ao passado histórico e em suas obras, os artistas começaram a exaltar a natureza da pária. Há tambem uma tentativa de diferenciar a lingua literária brasileira da lingua portuguesa de Portugal.
Tudo isso foi favorável ao surgimento do romantismo que durou aproximadamente de 1836 a 1881
Durante esse período, jovens poetas universitários de São Paulo e do Rio, influenciados, principalmente, por Byron, Goethe e Musset, reuniram-se em um grupo dando origem a poesia romântica brasileira conhecida como o ultrarromantismo.
Essa segunda fase romantica no Brasil foi caracterizada pelo pessimismo, ócio, desgosto de viver, o tédio; essa geração sentia-se perdida.
O apego a bebida, ao vício, atração pela noite e pela morte caracterizava o "mal-do-século" características que estavam sempre presentes nas obras dos principais nomes dessa época: Alvares de Azevedo (que tambem escrevia sobre temas macabros e satanicos), Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.
A geração Byroniana, como tambem foi chamada, nao se apegava a temas como o nacionalismo e indianismo, pelo contrário, os despresavam, mas o subjetivismo, o egocentrismo e o sentimentalismo foram bastante acentuados
Edna Maria
Os Dias Nos Campos Chegavam ao Fim
Os dias nos campos chegavam ao fim
e pela pátria vale apena morrer
revolução francesa e industrial
e a igreja volta a aparecer
refrão:
Luto pela igreja e pela Inglaterra
eu quero a liberdade da minha amada terra
sou um héroi do povo, tambem sou conquistador
mas a razão da vida agora é o amor
Um mundo sombrio começava a surgir
com aventuras e mistérios
fantasia e imaginação
com isso tudo quem precisa de razão
Na primeira parte da música a frase 'os dias nos campos chegavam ao fim' é uma referencia ao arcadismo que acabava e já fala do sentimento de nacionalismo que foi a principal característica da primeira fase do romantismo. Fala das revoluções francesas e industrial que formavam o ambiente da época e fala também da Igreja que estava sempre presente nas obras.
O refrão fala dos hérois (da grã bretanha, claro), que lutavam acima de tudo pela Igreja e para defender sua terra. O herói que quer a liberdade de sua terra é o escocês William Wallace, o héroi do povo é Robin Wood e o conquistador, Don Juan.
A segunda parte da música fala da segunda geração romântica que foi a geração gótica onde as obras contavam histórias fantásticas, cheias de mistérios. É característico do romantismo um mundo idealizado, fantasiado e além disso, essa escola literária privilegiava o sentimento ao invéz da razão.
Edna Maria
quarta-feira, 2 de junho de 2010
I do not know if life is bigger than death, but love was bigger than both .
Aqui, está alguns trechos da tradução da música :
Dia solitário
Que dia solitário!
E é meu
O dia mais solitário da minha vida
Que dia solitário!
Devia ser banido
É o dia que eu não consigo aguentar
O dia mais solitário da minha vida...
O dia mais solitário da minha vida...
Que dia solitário!
Não devia existir
É o dia que eu nunca sentirei falta
Eu quero ir com você
E se você morrer
Eu quero morrer com você
Pegar na sua mão
e ir embora...
O dia mais solitário da minha vida...
Anna Clara e Mariem