quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tristão e Isolda e Twilight



Tristão e Isolda se amam com um amor extremo _ o amor romântico é extremo.
Tristão é inglês e Isolda é irlandesa. Esses reinos eram inimigos, portanto esse era um amor proibido.
Por um mal entendido, já que Tristão não sabia o verdadeiro nome de Isolda, ele a ganhou numa luta como prêmio para o rei da Inglaterra (seu tio, que o criou como filho). O Rei se casaria com a princesa Irlandesa e assim haveria paz entre os dois reinos.
Ela, a pedido do próprio Tristão, casou-se com o Rei. Entretanto ela percebe que o rei é uma boa pessoa e que não há motivos para que ela não goste dele. Mesmo assim ela não esquece seu amado.
Em Crepúsculo, o amor entre Bella e Edward é um pouco mais exagerado (foi considerado um amor doentio por análises psicológicas. Ver: <>).
Edward, apesar de amar MUITO Bella acha melhor e mais “seguro” deixá-la, assim como Tristão “prefere” que Isolda fique como rei. Essa solução, apesar de dolorosa é a mais correta, pois a união deles poderia resultar em situações não muito boas: no caso de Tristão e Isolda, mais confrontos entre Inglaterra e Irlanda e em Crepúsculo, Bella poderia tornar-se vampira e ter problemas com sua família depois, ou não ter a sua alma salva, como acreditava Edward, pois afinal vampiros são monstros!
Enfim, após seu abandono Bella fica muito próxima do (LINDO) lobo Jacob. Ou seja, em ambas as histórias as amadas encontram alguém tão perfeito quanto seus heróis, mas mesmo assim quem tem o poder sobre os coraçõezinhos delas são Tristão e Edward (mulheres bobinhas!).
Cada um tem uma opinião diferente sobre com quem “ela” deveria ficar nas duas histórias.
Se você já leu crepúsculo e/ou já assistiu Tristão e Isolda comente aqui sua opinião! Se não viu os filmes nem leu os livros, leiam e assistam. RECOMENDAMOS :D

por Edna M.

Trstão e Isolda


Tristão é um jovem cujos pais saem assassinados por conspiradores que sabotam o plano de seu pai de unificar a inglaterra. Ele é adotado por seu tio, Lorde Marke, e era seu maior guerreiro, com a finalidade de continuar os planos de seu pai.
O valente Tristão durante um combate caiu ferido dado como morto e jogado ao mar.
Mais tarde Tristão ganhou em um torneio a mão da princesa Irlandesa para Lorde Marke, sem saber que ela é, na verdade, Isolda.
A paixão dos dois faz com que eles arrisquem tudo para viver seu amor proibido.


As características do romantismo em Tristão e Isolda:
• O amor como tema central
• Final trágico
• E eu acho que a característica mais marcante e o amor platônico, impossível de se realizar vividos pelos protagonistas.
• O herói: É o nobre cavaleiro Tristão que faz tudo por amor, porque esse amor e uma entidade maior que ele. É um herói dividido entre manter a honra do rei e a paz entre os reinos ou viver o seu amor.
• O Amor: Achei uma historia de amor absoluto e perfeito, a combinação de tragédia e destino apenas serve para torná-la mais fascinante.
• A mulher: Isolda era a filha do rei da Irlanda, prometida em casamento ao Rei Marks, da Inglaterra a fim de manter a paz entre os reinos.


por Nayane

Autores e Pintores Ingleses

A poesia Romântica inglesa inicia-se com a figura de William Blake (1757 a 1827), um pré-romântico, que influenciou poetas em toda a Europa. Blake recria paisagens e situações exóticas e afirma a existência do eu - lírico.
Temos ainda duas gerações de poetas muito distintas:
• A primeira delas, classificada como "lake poets", surgiu, por volta de 1770, em uma região a noroeste da Inglaterra com forte influencia do Arcadismo , onde há muitos lagos. Um destaque desse movimento foi Samuel Taylor Coleridge, autor da obra "Baladas Líricas" ( juntamente com Willian Wordsworth ), que tinha o objetivo de provar que tanto a linguagem culta, quanto a coloquial são capazes de exprimir o sentido da vida; 
• A segunda geração, também conhecida como poetas malditos ou satânicos, além de influenciar vários poetas em todo o mundo, inclusive os brasileiros, foi caracterizada pela exaltação à liberdade e à rebeldia. Os poetas dessa geração morreram ainda muito jovens e distantes de sua pátria.


Horace Walpole
Nasceu em 24 de setembro de 1717 e faleceu em 2 de março de 1797.
Formou-se no King´s College, de Cambridge, onde estudou matemática, música e anatomia.
Horace lançou dicersas obras mas foram suas cartas enviadas aos seus amigos que fizeram mais sucesso. As cartas falavam sobre o cenário politico e social daquela época.
Walpole chegou a escrever somente seis contos, sendo eles basicamente, absurdos e surreais e bastante divertidos. Os contos dele so foram publicados depois.de.sua.morte.
Aristocrata e romancista inglês lançou um novo genero literario de ficção o chamado romance gótico com o “O Castelo de Otranto”, escrito em 1764 pelo aristocrata inglês Horace Walpole inaugurou o gênero literário de maior alcance de público: o terror e o sobrenatural. A partir dele, e inspirados por ele, inúmeros escritores foram imortalizados neste gênero, como Edgar Allan Poe e Bram Stoker.


Walter Scott nasceu em Edimburgo, 15 de agosto de 1771 e faleceu 21 de setembro de 1832. Foi o criador do verdadeiro romance histórico.
Ainda muito jovem publicou uma serie de poesias escocesas “Os Menestréis da Fronteira Escocesa”.
Aos vinte e dois anos já era considerado o primeiro poeta nacional famoso pela Canção do Último Menestrel.
Com o tempo lançou-se como romancista, apresentando anonimamente um volume intitulado “Waverley”, considerado um enorme sucesso.
A maioria das obras dele era voltada a Escócia e Inglaterra. Ele acreditava na união dos dois paises e acabava passando isso para seus livros. As obras representam o que muitos escoceses sentiam sobre a união dos dois países.

Jane Austen nasceu em Steventon, Reino Unido em 16 de dezembro de 1775 e faleceu em Winchester, Reino Unido, 18 de julho de 1817.
Foi uma grande escritora inglesa. Pertencente à burguesia agrária, sua situação e ambiente serviram de exemplo para todas as suas obras cujos temas gira em torno do casamento da protagonista.
Em 1803, Jane Austen conseguiu vender seu romance Northanger Abbey (então intitulado Susan) por 10 libras esterlinas.
Animada pelo sucesso de Sense and Sensibility (razão e sensibilidade), a autora tentou publicar também Pride anda Prejudice (orgulho e preconceito). Austen não foi considerada uma grande romancista, até o início do século XIX. Apesar de suas obras aparecerem sob pseudônimo, foram amplamente conhecidas e receberam numerosas críticas.

Samuel Taylor Coleridge nasceu em Ottery, St Mary.
Coletdge foi considerado o criador do romantismo na inglaterra com a publicação de “Baladas Líricas” em 1798 que, junto com William Wordsworth com poemas inovadores e considerados precursores do romantismo. Depois de publicar alguns poemas em 1796. Sua principal obra em prosa, foi Biographia Literaria (1817), é uma série de dissertações e notas autobiográficas sobre diversos temas, entre os quais destacam-se suas observações literárias.
Morreu em em Highgate, no subúrbio de Londres, deixando de herança somente alguns livros e anotações .








John Keats nasceu em Londres, 31 de outubro de 1795 e faleceu em Roma, 23 de fevereiro de 1821.
Considerado um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra. Sua obra vai entre as freqüentes referências à morte e um intenso sentimento de prazer com a vida. Foi influenciado pelos poetas gregos do período helênico, persegue a perfeição estética.
Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo romântico, por imagens vibrantes, de grande apelo sensual, e pela expressão de aspectos da Filosofia clássica. Seu primeiro livro, Poems, foi marcado por imagens ultra-românticas, mas não obtém sucesso. Em 1818, lança Endymion e inicia a produção de seu maior poema, Hyperion, que não chega a concluir devido aos primeiros sinais da tuberculose.
Não obtém reconhecimento em vida, sendo cultuado apenas após a morte, ocorrida em Roma, quando ele está com apenas 26 anos. Poucos poetas escreveram obras tão importantes em tão pouco tempo como Keats. Os erros e imperfeições de seus poemas iniciais haviam desaparecido totalmente.

George Gordon Byron, 6º Barão Byron nasceu em Londres, 22 de janeiro de 1788 e faleceu em Missolonghi, 19 de abril de 1824.
A sua obra e personalidade romântica causou grande polemica na Europa do início do século XIX.
Em 1807, publica Horas de Ócio, livro de poema mal recebido pela crítica. Com apenas 21 anos, ingressa na Câmara dos Lordes e viaja pela Europa e pelo Oriente, regressando em 1811. No ano seguinte publica o poema “A Peregrinação de Childe Harold”, sobre as aventuras de um herói e a natureza da península Ibérica, sucesso em vários países europeus. Muda-se para a Suíça em 1816, após o divórcio de Lady Byron, causado pela suspeita de incesto do poeta com sua meia-irmã Augusta Leigh.
Escreve o terceiro canto de A Peregrinação de Childe Harold, O Prisioneiro de Chillon (1816) e Manfred (1817). Transfere-se para Veneza, onde escreve em 1818 Beppo, uma História Veneziana, sátira à sociedade local. Um ano depois, começa o inacabado Don Juan. Torna-se membro do comitê londrino para a independência da Grécia, país para onde viaja em 1823 para lutar ao lado dos gregos contra os turcos.
Byron recebia elogios de seus amigos e de familiares distantes. Porém, um aviso sobre um artigo hostil e violento que seria publicado na Revista de Edimburgo o deixou desolado “A poesia desse jovem Lord pertence àquela cuja existência nem Deus e nem os homens admitem...”

Pintores

William Blake nasceu em Londres, 28 de novembro de 1757 e faleceu tambem em Londres em 12 de agosto de 1827. Além de pintor e gravador era poeta, tendo como hábito ilustrar seus escritos.
Blake era um homem místico, que desprezava a academia e era considerado visionário e louco em sua própria época. Desde muito jovem dizia ter visões.
Em 4 de agosto de 1772, Blake tornou-se aprendiz do famoso estampador James Basire. Esse aprendizado, que estendeu-se até seus vinte e um anos, fez de Blake um profissional na arte. Dentre os trabalhos realizados nesta época, destaca-se a ilustragem de imagens de igrejas góticas Londrinas.
Em 1779, começou seus estudos na The Royal Academy.
Blake escreveu e ilustrou mais de vinte livros, incluindo "O livro de Jó" da Bíblia. William Blake expressa sua recusa ao autoritarismo em Não há religião natural e Todas as religiões são uma só. Sua obra provoca as mais diversas interpretações, dada a profundeza da emoção, o seu misticismo e a intensa musicalidade dos versos, em que já se prenuncia o romantismo. Obras principais: Cantos de inocência (1789), Cantos de experiência (1789) e o grande poema O Evangelho eterno (1818).
Entre essas ilustrações destacam-se um trabalho extremamente poderoso e conhecido "O Ancião dos Dias", feito para o poema "Europe, a Prophecy". O criador do mundo nu segura um compasso luminoso que usa para medir o globo em uma noite de tempestade. A influência de Michelângelo, de quem era grande admirador e profundo estudioso, aparece clara ("A Criação de Adão" do artista parece ter inspirado essa obra)


Joseph Mallord William Turner nasceu em Londres, 23 de Abril de 1775 e faleceu em Chelsea, 19 de Dezembro de 1851. É um dos precursores do Impressionismo, em função dos seus estudos sobre cor e luz e sua visão da natureza. Ele pintava o mar, os rios, as cachoeiras e os abismos, pois eram belos e perigosos. Começou como pintor topográfico e pouco a pouco foi se inclinando para as paisagens, principalmente as marinhas. Seus trabalhos transmitiam uma emoção extrema e foi considerado o ponto culminante da paisagem romântica. Seu acervo é magnífico, com mais de 20 mil obras. Suas obras mais importantes estão na National Gallery e na Tate Gallery, ambas em Londres.









John Constable nasceu em 11 de junho de 1776, Suffolk e faleceu em 31 de março de 1837, Londres.
Foi um dos artistas pioneiros na percepção e estudo da mudança dos efeitos da luz e condições atmosféricas na arte. Constable, que fez da natureza seu tema principal, dedicou-se à compreensão e desenvolvimento de novos caminhos para descrever a mutação. O início de sua carreira artística não foi fácil: a família foi contra, e a Academia da Inglaterra recusou seus quadros, considerando-os fora dos padrões acadêmicos, devido ao tratamento impressionista da cor.
Constable preferia pintar ao ar livre e nas suas telas tentava plasmar as alterações nas condições da natureza tal como ocorriam: névoa, chuva fina, sol tênue, umidade. Um dos quadros mais bem aceitos pela crítica foi O Carro de Feno, que lhe valeu a medalha de ouro da Academia.

Tamirys Gualberto e Edna Calixto

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ó Patria Amada - Intertextualidade

Como já foi falado aqui no blog, o nacionalismo é uma das características mais fortes do romantismo. O romantismo ingles ficou divido em duas partes a Nacionalista e a Gótica, ambas com grande importancia. Os principais heróis românticos, inclusive, são da geração nacionalista (Robin Wood, William Wallace, King Arthur, Tristão). Eles davam a vida não só por suas mulheres, mas também pela sua pátria.
Para ficar bem claro, vamos comparar esse sentimento com uma música bem conhecida por todos nós: o Hino Nacional Brasileiro. O herói símbolo da Inglaterra, Robin Wood, era apaixonado por sua terra.
“Ó Pátria amada
, idolatrada, Salve! Salve! (...) Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil (no caso, Inglaterra), ó Pátria amada!”
Quando retorna a sua terra organiza um exército para trazer o Rei Ricardo de volta ao poder e livrar o povo daqueles exploradores; assim como William Wallace, de “Coração Valente” que também organiza um exercito. Mas seu objetivo era conquistar a liberdade da Escócia, livrando-a das mãos da Inglaterra.
“ Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.”
Wallace sonha com o dia em que a Escócia será independente. A independência é um sonho intenso que todos os escoceses compartilhavam:
“Brasil (no caso Escócia), um sonho intenso, um raio vívido”

Trechos do filme “Coração Valente” que comprovam o sentimento de nacionalismo, já que William queria a independência (liberdade) da Escócia: _ Eu quero uma casa, e filhos. Mas isso não vale de nada se não se tem liberdade. _ Voltem para a Inglaterra e digam pra eles que os filhos e filhas da Escócia já não mais lhe pertencem. _ Vocês desejariam uma chance, apenas uma chance de dizer aos nossos inimigos que eles podem tirar nossas vidas, mas nunca irão tirar nossa liberdade.

E quando William Wallace e seu exercito finalmente venceram a Inglaterra e conseguiram “conquistar com braço forte” a tão sonhada liberdade para o seu povo “o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria” naquele instante.

Terra adorada , Entre outras mil, És tu, ..., Ó Pátria amada!



por Edna Calixto

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Leão Ferido

O Romance de Heathcliff, me levou a pensar muito sobre sua reação quando perde a passoa amada, e como esse amor imenso e intenso afetou sua vida, e nessa música de Byafra reflete bem isso.Heathcliff: Leão Ferido
Feche os olhos
Não te quero mais
Dentro do coração...
Quantas vezes
Eu tentei falar
Com você...
Eu não gosto
De me ver assim
Mas não tem solução
A verdade dói
Demais em mim
Solidão...
Tenho que ser bandido
Tenho que ser cruel
Um leão ferido Feroz!
Sou um herói vencido
Anjo que fere o céu
Grito de amor sumido
Na voz!Que voz!Ouve!




por Mariem Faria

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Heathcliff



É um tipo de "herói" totalmente diferente de todos que imaginei ou idealizei, quando pensamos em um herói, a maioria das coisas que vêm na mente é um homem, forte, bonito, educado, cavalheiro, ou até mesmo perfeito, com poderes ou ações especiais que o diferencie dos demais homens. Heathcliff não se enquadra bem nesse pensamento, ele pode ser visto de vários pontos, como herói romântico ele é introspecto, individualista, idealista, ama exageradamente de forma doentia o que é típico do romantismo, abrindo mão da própria felicidade para ver o outro feliz. E se formos analisá-lo, por vários aspectos, a começar pela história pessoal, percebemos que na infância ele foi rejeitado por quase todos na família que nem era a verdadeira. Fisicamente ele também era diferente, por ser um cigano em uma família só de loiros e quando seu pai morre ele perde os privilégios que tinha sendo tratado a partir de então como empregado ou um burro de serviços (literalmente). Ele sofre com a rejeição da única pessoa que o aceitava e a quem ele amava, Catherine, e sofre por não ser a "pessoa certa" para ela segundo a visão da sociedade da época. Quando Catherine se casa, Heathcliff abandona o seu lar por não conseguir ver a pessoa amada com outro, retornando a Ventos Uivantes pouco antes da morte de Catherine, isso gera o maior conflito de sua mente, porque o único desejo que ele tem é a vingança contra tudo e todos, como se a morte dela fosse a força para ativar a grande bomba que havia em sua cabeça. Uma bomba é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso — dependendo da potência, uma única bomba é capaz de destruir toda uma grande cidade. E assim como o poder destrutivo nas mãos de Heathcliff afeta não só á ele, mas todos a sua volta, de uma forma intensa. O rancor que o mobiliza transforma todos a sua volta em vítimas, nos levando a pensar se ele é o protagonista ou o antagonista, ou ambos ao mesmo tempo.



Ambiente : é centrado em Yorkshire, norte da Inglaterra, em fins do século XVIII região agreste, desolada e selvagem e varrida pelos ventos, é a mesma que nas primeiras décadas do século serviu de lar quase constante à autora do romance. "Os fortes ventos atlânticos que, de modo turbulento, impelem as nuvens, nevoeiro deste céu escuro e chuvoso". Esse ambiente agreste e o livro que foi escrito às vésperas da sua precoce morte não impediu que Emily encontrasse nessa solidão muitos prazeres, dos quais o maior era o sentimento da liberdade. Ela relata um amor que transcende os amantes, que os exalta e aniquila. Mais certo, fiquei demasiadamente fascinada por Heathcliff, um personagem que reflete bem nesse cenário escuro sombrio que a autora vivia, porque ele também era misterioso; foi isso que levou-me entender o livro e a ele de diversas formas, quando li pela primeira vez tive um ponto de vista, na segunda, pude entendê-lo e poderia ler três, quatro...dez vezes, que acharia várias formas de pensar como ele é e como pensava: ao mesmo tempo em que é loucamente apaixonado, é também rancoroso, vingativo, ferido. O cenário com os ventos também refletiu em Heathcliff que achava que ouvia as vozes da amada depois de morta, confudia os barulhos dos ventos, assim como a autora também devia ficar assustada com os ventos fortes que ela relata em Yorkshire.
Apesar de toda minha reflexão, Heathcliff continua sendo um personagem misterioso e intrigante para mim, na verdade ainda acho que eu também tenho ouvido os ventos...


por Mariem Faria

O Morro dos Ventos Uivantes

É um dos romances mais apaixonados e sombrios que já vi, tem um senso de mistério, amor (não correspondido) e vingança.
Começa quando Heathcliff era apenas um menino, e foi adotado pelo Sr. Earnshaw, todos os membros da fazenda acham o garoto estranho, exceto Catherine (filha do Sr. Earnshaw) que o adora. Hindley (irmão de Catherine) tem ciúmes da forma como o pai cria Heathcliff, quando seu pai morre, Hindley assume tudo, impedindo a educação de Heathcliff e tratando-o como um trabalhador braçal.
Ele tenta fazer com que Catherine se dê bem com os Lintons, que é uma família rica e respeitada, criando assim uma barreira entre ela e Heathcliff. Um dia, Edgar Linton pede Catherine em casamento e ela aceita, por considerar que com Heathcliff ela perderia status na sociedade.
Heathcliff deixa os Ventos Uivantes e Catherine fica arrasada, quando ele retorna, começa o conflito emocional dela, por querer os dois homens na sua vida e acaba ferindo eles e a si mesma, até quando ela dá à luz a uma filha de Edgar e morre.
Heathcliff fica com um tumulto na sua mente com a notícia da morte de Catherine, declarando guerra a todos aqueles que lhe separaram dela, ele então tem um caso com Isabella, irmã de Edgar, e gera um filho com ela. O resto da estória mostra como Heathcliff destrói Hindley e toma os Morros Uivantes, e trata Hareton, filho de Hindley, da mesma maneira que ele foi tratado anos atrás por seu pai, ele força a filha de Catherine, Cathy, a se casar com seu filho Linton e se apodera de tudo.
Com a morte de Heathcliff a "paz" retora ao local.


por Mariem Faria